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1 - Centro fica vazio
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4 - Trinta viaturas do Ronda liberadas
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5 - Alunos sem aula
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6 - Lojas fechadas e ônibus vazios
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7 - Pneus são furados

Em Sobral, Crato, Juazeiro e Limoeiro do Norte houve adesão e surgiram muitos boatos de assaltos
Apesar de Fortaleza ter sido a principal fonte de boatos e de casos reais de violência registrados desde a deflagração da paralisação de policiais militares e bombeiros, o medo da violência também se instalou no Interior.

No Cariri, por exemplo, desde o meio-dia de ontem, circularam informações de que teriam havido assaltos e arrastões nos centros comerciais das principais cidades da região. No Crato e em Juazeiro do Norte, as ruas com maior movimento comercial ficaram desertas.

Houve boatos de casas lotéricas e lojas assaltadas e de assassinato em Crato. Até os romeiros que chegavam a Juazeiro interromperam a viagem nas cidades próximas por conta da insegurança. Alguns ônibus permaneceram em Abaiara.

Integrantes das cinco companhias da Polícia Militar ligadas ao 2º Batalhão da PM (2º BPM), sediado em Juazeiro do Norte, paralisaram atividades.

No Crato, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Francisco Lopes Parente, a decisão de fechar as lojas partiu dos próprios lojistas. No final da tarde, ele disse que notícias de assaltos a lojas da cidade não passaram de boatos.

Na cidade natal do governador Cid Gomes (PSB), Sobral, mais de 150 policiais aderiram à paralisação. Doze viaturas do Ronda estavam com os pneus baixos e estacionadas no pátio do 3º Batalhão da PM do município. Bombeiros, policiais e familiares acamparam no quartel e mantiveram portões trancados.

Em Limoeiro do Norte, ontem pela manhã já não havia policiais nas ruas. No início da tarde de ontem, vários pontos comerciais foram fechados.

A ausência de policiais nas ruas facilitou roubos a lojas e furtos de bicicletas e motocicletas, mas apesar dos boatos não se confirmaram arrastões em Limoeiro, Quixeré, Tabuleiro e Russas. "Não adianta ter viatura nova e bonita e o resto a gente que se vire", reclamou um policial militar de Limoeiro que há 22 anos exerce a profissão.

Sobral
150 PMs aderiram à paralisação na cidade de Sobral. Os grevistas que acamparam no quartel mantiveram os portões trancados e secaram os pneus das viaturas

Centro fica vazio
Mesmo com pouca movimentação, as lojas do Centro estavam funcionando normalmente até às 9 horas de ontem, mas, ao poucos, o cenário foi sendo modificado. Na Praça do Ferreira, por exemplo, com a notícia de arrastões, o que se viu foi o desespero de clientes correndo e lojistas fechando as portas dos estabelecimentos comerciais.

Também por causa de boatos de arrastões, a situação não foi diferente no entorno do Mercado Central. Populares buscaram refúgio dentro do prédio, que também fechou as portas.

A aposentada Nizita Vilar, 58, é da Paraíba e está há três dias na cidade para compras. Ela informa que estava dentro do Casarão dos Fabricantes quando viu a movimentação. "Fiquei muito assustada, sem saber o que fazer", lamenta.

Turistas também ficaram sitiados no Centro de Turismo do Ceará (Emcetur), na Rua Senador Pompeu. Segundo o administrador do prédio, Laéti Fernandes, o fechamento foi por apenas por 15 minutos. (Foto: Alex Costa)

Segurança privada
Na Avenida Dom Luís, seguranças particulares armados foram vistos no Shopping Pátio Dom Luís. Segundo funcionários dos estabelecimentos comerciais, a orientação da direção do empreendimento era que as lojas fechassem.

No restaurante Dallas, o proprietário Luís Carlos Hickmann disse que abriria para o almoço, mesmo com a presença de poucos clientes. No entanto, disse que não sabia se iria funcionar no jantar. Por precaução, providenciou o reforço da segurança no restaurante.

No Edifício Harmony Medical Center, os acessos pela Rua Pereira Valente e Avenida Dom Luís foram bloqueados. A medida foi preventiva, pois nenhuma tentativa de assalto foi registrada no período da manhã. "A cidade está uma zorra danada, estão tomando tudo", diz o aposentado Carlos Alberto Araújo, 70 .

Já na Avenida Santos Dumont, por conta do clima de insegurança muitas lojas estavam fechadas. Apenas uma viatura da Divisão de Homicídios foi vista. (Foto: Lucas de Menezes)

Movimento cai na Praia do Futuro
O movimento na Praia do Futuro até foi intenso nos dois primeiros dias de 2012, mas, ontem, devido ao sentimento de insegurança gerado pela greve da Polícia Militar e pelos boatos sobre a onda de arrastões na cidade, quem estava no lugar não quis arriscar e foi embora.

Segundo a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPF), Fátima Queiroz, apesar do reforço da segurança em todas as barracas, 80% das pessoas já tinham saído do local por volta das 14 horas, período em que todos os estabelecimentos deveriam estar lotados.

"Em janeiro, mês da alta estação, quase todas as mesas ficam ocupadas. Ontem, o movimento foi bom até às 11 horas, mas foi caindo aos poucos. Muitos estavam com medo", afirma Fátima.

Ela também afirma que boa parte dos funcionários também foi dispensada mais cedo, principalmente os que moram em bairros mais distantes da praia, tendo em vista que, além da falta se segurança, a possível paralisação dos ônibus de Fortaleza é outro fator que deixa os que dependem dos coletivos temerosos. (Foto: Waleska Santiago)

Trinta viaturas do Ronda liberadas
Trinta viaturas do Ronda do Quarteirão que estavam na posse dos policiais militares e bombeiros, desde o início da paralisação, na noite da última quinta-feira, foram liberadas pelos manifestantes para serem utilizadas no patrulhamento de Fortaleza e da região metropolitana.

Na manhã de ontem, vários reboques transportando os carros da Polícia, que estavam com os pneus esvaziados, podiam ser vistos em vários pontos da cidade, como no bairro Jardim América, onde a Reportagem fez o flagrante. As viaturas estavam sendo levadas para o pátio do Quartel do Comando Geral da PM, na Avenida Aguanambi, e hoje já deverão estar prontas para o policiamento,

A liberação das viaturas foi concedida depois de uma tensa negociação feita pelo coronel Medeiros Filho, chefe da Divisão Jurídica da 10ª Região Militar. A negociação teve também a participação do bispo Dom Edmilson Cruz e de representantes de outras instituições, como a Defensora Pública do Estado.

O general Medeiros informou que este lote de viaturas deverá se juntar aos mais de cem carros que foram cedidos pelo Estado às tropas da Força Nacional de Segurança (FNS) para o policiamento ostensivo da cidade enquanto durar a paralisação dos PMs e bombeiros.

No começo da paralisação, os carros da Polícia foram todos levados para o pátio interno da 6ª Companhia do 5º BPM (Antônio Bezerra). Mas, com o passar dos dias, o espaço ali ficou pequeno e as viaturas passaram a ser deixadas literalmente no meio da rua, ocupando vários quarteirões no entorno do Quartel.

Além das viaturas do Ronda do Quarteirão, também estão parados veículos de outras unidades operacionais da PM, como do Policiamento Ostensivo Geral (POG), do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTUr), Polícia Rodoviária Estadual (PRE), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Guarda Municipal de Fortaleza. (Foto: Alex Costa)

Alunos sem aula
O temor de atos de violência também chegou com força no Montese. Na Avenida Professor Gomes de Matos, por exemplo, principal polo comercial do bairro, era possível ver inúmeras lojas fechadas e comerciantes assustados em busca de informações. Em algumas escolas do bairro, as aulas foram suspensas e os alunos, inseguros, foram embora com medo de que algo lhes pudesse acontecer.

No início da tarde, Fortaleza já se encontrava praticamente parada. Em ruas de grande movimentação, como as avenidas Pontes Vieira, Aguanambi e Barão de Studart, a sensação era de que estávamos em um dia de domingo ou em pleno feriado nacional.

Os poucos pedestres que podiam ser vistos nas ruas da cidade estavam nas paradas de ônibus, na expectativa de pegar o coletivo e chegar em casa com segurança. Muitos tiveram esperaram o ônibus por quase meia hora, pois as empresas decidiram que veículos de algumas linhas não circulassem. (Foto: Alex Costa)

Lojas fechadas e ônibus vazios
No bairro de Messejana, grande corredor comercial da Capital, era quase impossível ver algum estabelecimento comercial funcionando ontem. Algumas lojas abriram, mas não deixaram as portas totalmente erguidas, pois as ruas estavam praticamente vazias. Os comerciantes e clientes temiampela invasão dos estabelecimentos pelos bandidos.
Supermercados, pequenos shoppings, farmácias, lojas de confecções, nenhum dos locais registrava movimento intenso de pessoas. Nos ônibus que seguiam para o Terminal do Papicu, por exemplo, ao invés da conhecida lotação, poucos passageiros podiam ser vistos dentro dos coletivos. Muita gente preferiu permanecer em casa. No início da tarde de ontem, um tiroteio assustou moradores do bairro Guajiru, vizinho à Messejana. De acordo com populares, o que ocorreu foi uma briga entre gangues rivais. Um helicóptero da Polícia que sobrevoava o local chamou a atenção de quem passava. (Foto: Waleska Santiago)

Pneus são furados
A todo o momento, no interior do Estado, via-se pelas ruas o reflexo da paralisação da Polícia Militar no Ceará. Em Sobral, município da Região Norte do Estado localizado a 230 quilômetros de Fortaleza, manifestantes furaram os pneus das viaturas do Ronda do Quarteirão, a exemplo do que vinha sendo praticado pelos policiais que participavam do movimento na Capital.

Na tarde de ontem, naquela mesma cidade, uma tentativa de assalto e boato de arrastão provocou pânico e correria. Por causa disso, o comércio baixou as portas às 15h.

Depois deste horário, o centro da cidade ficou parecendo um deserto. Quase não se encontrava viaturas policiais circulando.

O coronel da Polícia Militar, Gilvandro Oliveira, comandante da 1ª Companhia do 3º Batalhão da PM (Sobral), tentava acalmar a população, conversando com os comerciantes do centro da cidade. Mesmo assim, para os moradores e proprietários de comércios locais, a sensação de insegurança não mudava. (Foto: Wellington Macedo)

Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste



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Armados de fuzis e pistolas, militares policiam os terminais
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Médicos do Samu contam que, após as 19 horas, as ambulâncias têm orientação para não atenderem em bairros das áreas mais inseguras
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Taxistas que já se deparam com a violência todos os dias também preferem não circular nos bairros considerados mais violentos da Capital, durante a paralisação
Movimento tranquilo no fim da tarde e início da noite. Usuários se mostram aliviados com a presença dos militares
O que faltou nas ruas de Fortaleza e em alguns municípios do Estado sobrou nos terminais rodoviários urbanos de passageiros da Prefeitura: segurança. Em meio à surpresa e aprovação da população, homens do Exército ocuparam os terminais desde a tarde de ontem.

"Agora estou tranquilo. Essa turma aí é de respeito e não alisa bandido. Veja o que fizeram nos morros do Rio de Janeiro", comparou o pedreiro Isac Soares Marques, 50 anos, que aguardava um ônibus no Terminal da Parangaba. "Trabalho na Praia de Iracema e já estava imaginando como seria o retorno para casa com esse tumulto todo. Para surpresa, vi os militares e logo o temor desapareceu", reforçou o pintor João Ferreira Mendes.

"Só não é melhor porque daqui a algum tempo eles vão embora", argumentou, preocupado, o autônomo Antônio Simões Guedes, 49 anos.

Segundo ele, o coletivo que faz a linha Fortaleza/Mangabeira via Eusébio foi parado à bala por dois desconhecidos no Eusébio. "Todos os passageiros viveram momentos de pânico. Foi um desrespeito e uma ação covarde. Queria ver eles repetirem isso agora na presença do pessoal do Exército", finalizou Simões, que aguardava condução no Terminal do Siqueira.

Ocupação
Em Parangaba, cerca de 30 militares chegaram por volta das 18 horas no terminal rodoviário. Eles se espalharam pelas escadarias, no pavimento de cima e nas plataformas de passageiros. Um oficial que não quis precisar detalhes da operação "por questão de estratégia" revelou apenas que o mesmo procedimento estava sendo desencadeado também nos demais terminais.

O detalhe é que os soldados, armados de fuzis e pistolas, chegaram em cinco viaturas novinhas, da marca Sandero, pertencentes ao Governo do Ceará. Além do símbolo do Estado, os veículos foram, ao que parece, adesivados improvisadamente com o nome "polícia".

Por conta do fechamento do comércio no início da tarde, muita gente antecipou o retorno para casa. Dessa forma, o movimento nos terminais e nas proximidades, no início da noite, foi aquém dos registrados em dias normais. "O prejuízo foi de todos. Consegui pegar apenas quatro passageiros ao invés dos dez habituais", reclamou o mototaxista Francisco Martins, que há três anos trabalha num ponto defronte ao Terminal Siqueira.

Motoristas e cobradores de transporte público de Fortaleza podem paralisar atividades de algumas linhas de ônibus, ressaltou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Domingos Neto. Segundo ele, caso haja a paralisação, somente linhas próximas de pontos onde houve grande número de assaltos a ônibus durante a greve serão afetadas. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) informou que "as empresas de transporte de Fortaleza e região metropolitana vão operar hoje normalmente".

Agentes da AMC serão escoltados por militares
Durante o período em que a paralisação dos policiais e bombeiros militares continuar, os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) vão ser escoltados por soldados do Exército ou da Força Nacional em todas as ocorrências em que forem trabalhar, assim como a haverá a permanência de soldados nos terminais de ônibus. A decisão foi tomada, ontem à tarde, em reunião na 10ª Região Militar, entre as forças de segurança e AMC, Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza e Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza.

O encontro aconteceu devido à falta de segurança para que os agentes do órgão possam realizar o seu trabalho nesses últimos dias. Por conta dos problemas na Capital, o efetivo da AMC ficou concentrado na sede do órgão.

Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Ednardo Araújo, os agentes decidiram, em assembleia realizada ao meio-dia, paralisar o trabalho devido à insegurança. "É impossível trabalhar", diz.

Araújo acrescentou que os servidores da AMC vão voltar a realizar assembleias em todos os turnos para votar na volta ou não das atividades. "A situação pode mudar de acordo com o que vai acontecer com os PMs. Por isso vamos realizar várias reuniões", afirma Ednardo.

Ele comentou que a categoria está iniciando campanha salarial e fará as próprias reivindicações durante a paralisação. "Nesse período também vamos lutar por nossa categoria", disse.

Até às 16h30 de ontem a categoria continuava paralisada. A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do Sindifort ou seus diretores mais não obteve retorno.

A assessoria de imprensa da AMC informou que o órgão não aderiu à paralisação e que os agentes vão atender normalmente às ocorrências que acontecerem em toda a cidade.

Bairros ficam sem táxi e ambulâncias
"Se o cenário não está seguro a equipe do Samu não tem obrigação de atender". A afirmativa é do diretor médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Fortaleza, Messias Simões. Com a declaração, o médico explica que o serviço não paralisou diante do movimento da Polícia Militar, mas que uma orientação foi dada para as equipes para evitarem atender em áreas da cidade consideradas de risco. Além disso, a orientação envolveu ocorrências de violência provocadas por armas de fogo ou arma branca. Segundo ele, após a paralisação da Polícia, os casos de lesões a bala "aumentaram significativamente".

Segundo Messias Simões, durante o fim de semana do Réveillon, somente de sábado para domingo, foram realizados 116 atendimentos por causas externas: acidentes de trânsito e agressões, destas, 90 ocasionados por arma de fogo. Ele esclarece que, em atendimentos a casos de agressão, a regra é que as equipes se aproximem do local e só atuem quando a segurança estiver garantida.

"A gente trabalha em parceria com a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), avaliando instantaneamente os locais de atendimento e acompanhando. "Se o cenário não é seguro, não há como atuar", fala. Ainda de acordo com ele, já existiram situações onde a equipe do Samu foi agredida e até assaltada.

A médica socorrista e chefe de plantão do Samu, Luciana Barroso, conta que as ambulâncias não estão atendendo depois das 19 horas em bairros como Bom Jardim, Granja Portugal e Tancredo Neves. Conforme explica, a ausência de acompanhamento policial gera atraso e alguns chamados são atendidos com o dobro do tempo habitual. "As equipes evitam ir para essas áreas e a população fica sem socorro. Quando não há polícia, nosso trabalho fica prejudicado".

A médica ainda afirma que, no último domingo, o serviço só conseguiu atender duas ocorrência com apoio da Polícia Militar. Outros 14 chamados por agressões, infelizmente, terminaram em óbito.

Para o professor, médico socorrista e coordenador do curso de formação de socorristas da Universidade de Fortaleza (Unifor), Daniel Sarquis, o primeiro quesito para que o serviço de atendimento de emergência pré-hospitalar aconteça é a segurança das equipes.

Segundo ele, a maneira correta é que toda atuação desse serviço seja acompanhado por um grupo de policiais, uma equipe do Corpo de Bombeiros e outra da companhia de trânsito da cidade, porém, não é isso que acontece normalmente. "O carro da Polícia deve chegar antes do socorro médico, justamente para preparar o local. Assim, evitamos que pessoas agressivas, armadas e envolvidas em conflitos atinjam as equipes médicas com violência", destaca.

Táxis
Na noite da última segunda-feira, dia 2 de janeiro, às 19 horas, na quarta etapa do Conjunto Ceará, o taxista Jefferson Douglas Ferreira de Sousa, 25, foi abordado por homens armados a dois quarteirões de sua casa. Assustado, o jovem acelerou o veículo e foi atingido com um tiro nas costas. Em estado estável, o taxista está internado no Instituto Dr. José Frota (IJF).

Cenas de violência são comuns no cotidiano desse profissionais. Contudo, sem a presença de policiamento nas ruas, a categoria também evita circular por bairros localizados em áreas de risco, como afirma o presidente do Sindicato dos Taxistas de Fortaleza (Sinditáxi), Vicente de Paulo Oliveira. Uma das orientações aos motoristas, conforme informa, é que os profissionais evitem circular pela cidade buscando passageiros. 
 
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
 


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Olhares desconfiados, mulheres segurando suas bolsas, pessoas de um lado para outro em passos rápidos: tudo reflexo da histeria e medo coletivos

Segundo especialistas, a população está despreparada para o caos porque não viveu grandes catástrofes
No momento em que os policiais militares e bombeiros paralisaram suas atividades, uma histeria coletiva se instaurou em Fortaleza. Nas ruas, as pessoas foram dominadas pelo medo.

Agarrando as bolsas nos pontos de ônibus e com olhos apreensivos e atentos a qualquer movimento, a população viveu uma verdadeira sensação de desamparo. E essa noção de insegurança se sustenta, segundo o psicólogo e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Álvaro Rebouças. Para ele, é medo porque é uma situação de perigo real e não um processo de angústia.

"Não é um sentimento novo já que a população convive constantemente com a falta de segurança, mas que não chega a ser um cerceamento da liberdade. Daí é comum que as pessoas recorram ao alarde", destacou o professor fazendo referência a caos que se instalou com a paralisação. O psicólogo lembra que o fato é que os fortalezenses nunca viveram uma grande catástrofe. "O Brasil é um país relativamente seguro. O medo é um reflexo do despreparo da população para enfrentar situações como esta", argumenta.

Para a socióloga e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Irlys Barreira, o que aconteceu ontem foi uma reação em cadeia, um fenômeno de multidões. Efeito que acontece porque o medo já pré-existe por conta da insegurança cotidiana que os fortalezenses já vivem de evitar locais públicos. "Fortaleza é uma cidade ilhada e complexa nos espaços públicos. Aqui existe muita segregação. Esse fatos foram potencializados no momento em que a cidade ficou sem segurança", reforça.

A professora acrescenta que as pessoas, que estão acostumadas a presenciar a insegurança polarizada, ontem, tiveram de enfrentar a violência em toda a parte. "Trata-se de uma crise urbana, caos e guerra psicológica", define a socióloga.

O professor da Unifor explica que, com a situação instalada, as pessoas desenvolveram níveis de ansiedade elevados. "É um quadro patológico de ansiedade generalizada que a falta de segurança produz junto como o medo real", ressalta.

Porém, Irlys lembra que o problema instaurado em Fortaleza envolve um conjunto de situações. "Existe o lado dos policiais que realizaram um movimento de luta por melhores condições sociais e a falta de confiança da população nos poderes públicos", lista.

Com a cidade sem policiamento e a população sem informações confiáveis do que de fato estava acontecendo, os boatos surgiram, sobretudo nas redes sociais. Para Rebouças, as informações repassadas servem, de certa forma, para dar conta do medo, apesar de que os boatos são danosos porque geram o desespero. "No entanto, serviram, como mecanismo de informação no momento em que as pessoas precisavam se ´situar´. Mas, nesses casos, o efeito pode ser contrário: o de provocar o caos". Segundo Irlys, o medo veio da falta de entendimento.

Desinformação gera mais pânico
E nesse ´tiroteio´ de informações, de um disse-me-disse nada como uma palavra firme para acalmar, tirar todos da escuridão. Essa é a opinião do professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador integrante do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), Leonardo Sá. Para ele, até existe uma grande irresponsabilidade de comunicação nas redes sociais, mas ela deriva do silêncio e omissão do governo, pois desde sexta-feira não há informações dos gestores sobre os acontecimentos.

"E o silêncio do governador Cid Gomes é a grande incógnita do momento. Nesse instante, querer falar do ´perigo´ das redes sociais é uma forma de despiste, é um mascaramento dos problemas reais gerados pela irresponsabilidade das autoridades diante dos atuais fatos", ressalta.

Questionado se a população está desinformado e a quem interessava essa "cegueira social", Sá informou que a culpa maior é do governo que estaria omitindo os dados. "Não estão dando voz às insatisfações da população, principalmente, a do movimento dos militares estaduais", diz.

Para a coordenadora do Laboratório de Direitos Humanos e Cidadania (LABVIDA) da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Glaucíria Mota, a insegurança vivenciada não é apenas fruto das notícias veiculadas pelas redes sociais, não se pode simplesmente dizer que existe um ´universo paralelo´ . As redes sociais potencializam um estado de coisas chamado de insegurança e que não nasceu hoje.

Tensão
"O caos é real porque existe uma situação real de insegurança e tensão social que veio a público com todas as suas mazelas, com a deflagração da greve dos militares, a quem cabe a segurança da Cidade. O problema é que na situação de impasse entre o Governo e suas forças de segurança, não podemos chamar o ladrão para nos proteger! Será que podemos chamar o comandante da Polícia Militar, o secretario de segurança pública ou o Governador para nos proteger? Eis a questão que se coloca como insegurança", finaliza Glaucíria.

"Próprios grevistas podem estar plantando o terror"
Já imaginou estar em pânico, buscando informações oficiais sobre os ocorrido na cidade e não encontrar ´alento´ em nenhum fonte oficial, apenas na internet e redes sociais? Essa foi a situação que a maioria de cearenses vivenciaram durante todo o dia de ontem. No Twitter e no Facebook, a população esperava encontrar respostas e encontrou a dúvida o e o terror.

Eram comuns mensagens de "não saiam de casa", "tranquem as portas", "Fortaleza foi invadida e sitiada". Entre situações desencontradas, exageros e boatos, a preocupação de Rodrigo Pimentel, comentarista de segurança da Rede Globo e ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é a propagação desmedida do medo que - de modo desequilibrado - fez tudo parar.

"As pessoas vão buscar primeiro a mídia formal e se não tiver nada, vão buscar nas redes sociais e blogs. Entretanto, é preciso saber filtrar as informações, reconhecer o que é verdadeiro e falso. Não tenho dúvida, inclusive, de que os próprios policiais grevistas poderiam estar plantando o terror para forçar uma negociação do governo e desgastar ainda mais a gestão", critica.

Para Rodrigo Pimentel, o silêncio das autoridades diante dos fatos só torna as coisas mais complicadas. Daí, o povo, segundo ele, ficar enlouquecido, querer fechar comércio, faltar trabalho, mesmo sem uma comprovação real e prática dos danos. Na opinião dele, há muitos oportunidades se aproveitando das fragilidades existentes em um momento como esse, de pânico.

Ele comenta ainda que, apesar da importância do boletim de ocorrência, é inegável que as redes sociais se tornaram um aliado do povo. Há duas possibilidades: a primeira é que o cidadão use de forma responsável a rede social e coloque o que de fato aconteceu e o que ele presenciou. Se ele começa a reproduzir, a rede social pode começar a gerar terror, inseguranças.

"Ou seja, só pode ir à rede social para informar quem de fato foi assaltado ou quem viu o assalto. Nada de fazer boatos", diz o especialista. Abordando a realidade de Fortaleza, ele compara com situação vivida no Rio de Janeiro no ano de 2010.

Em novembro do ano retrasado, segundo ele, na capital carioca, as redes sociais foram muito mal utilizadas durante os ações de bandidos nas ruas da cidade.

"As redes sociais geraram pânico e medo na sociedade, pois muito do que foi informado era mentira ou boato", ressalta.

A professora de Filosofia e Ética da Universidade de Fortaleza (Unifor), Sandra Helena Souza, vê o momento como incomum no Ceará. Para ela, o núcleo propulsor dessa corrente é sim o medo. "É de fato uma nova experiência. Difícil, mas incontornável, separar joio do trigo, mentira de verdade, e nesse caso faz-se imperativo o conhecimento, a discussão sobre o que significa o movimento, suas lideranças, as reivindicações, os impasses, as intransigências e também o fato de que se trata da questão da segurança. A Polícia Militar não será a mesma depois disso, certamente", finaliza Sandra Helena.

"Acredito que, cada vez mais, devemos saber o que ouvir e como ler"

Esse clima de pânico se deve, principalmente, às informações divulgadas nas redes sociais?
É fato que o Ceará passa por uma situação delicada no que se refere à segurança pública. Com a paralisação das forças de segurança estadual e o ciclo de negociações junto ao governo, a população se torna bem mais vulnerável à violência. Portanto, diante desse quadro, não se pode negar a emergência de medidas contingenciais em prol da segurança de toda a população, como a presença de tropas federais nas ruas e encerramento comercial antecipado.

Para uma situação não tão comum em uma cidade como Fortaleza, temas assim inflamam as mídias sociais, sedentas para compartilhar novos assuntos. Sabe-se que essa necessidade de comunicação é intrínseca ao próprio homem, mas há de se observar nas mídias sociais que alguns indivíduos se valem da oportunidade gerada por uma situação delicada para tornarem microcentrais de informação, para onde os holofotes de seus amigos e seguidores se viram

É um "universo paralelo" que foi criado e causou todo esse temor?
O que muito ocorre nas redes sociais da Internet é uma inflamação de informações, a ponto de tornar fatos verídicos em verdadeiros exageros de amplitude nacional, em questão de minutos.

É fato que o Ceará está mais vulnerável à violência diante da atual crise na segurança pública, mas também não é razoável tratamos nosso Estado como o novo Iraque.

Contudo, não é fácil cobrar de qualquer grupo social, seja ele online ou offline, que haja esse clareza sobre razoabilidade. Cada indivíduo tem diversas necessidades psicológicas e sociais, mas algumas das que mais se destacam nas redes sociais da Internet são justamente o reforço de identidades e o apreço por valores como visibilidade e popularidade. Muito por essa razão, usuários de redes sociais inflamam informações e espalham exageros, perpetuando clima de tensão em grande amplitude por toda a cidade

Está tendo uma desinformação, um mal uso dessas redes sociais e a quem interessa tudo isso?
Não é de hoje que se discute a qualidade do conteúdo na internet. É fato que as mídias sociais potencializam a comunicação a níveis nunca antes vistos e que isso pode auxiliar movimentos em prol de ações construtivas. Mas o poder da comunicação social enseja também uma responsabilidade sobre o que é divulgado.

Não defendo que limitemos a comunicação que cada indivíduo adquiriu com as redes sociais, mas acredito que, cada vez mais, devemos saber o que ouvir e como ler, para que não nos desloquemos para o lado errado meramente como um movimento de manada.

W. Gabriel de Oliveira
Professor especializado em Tecnologias Digitais
 
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste



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Um jovem chega ao IJF numa viatura da PRF depois de ser baleado no bairro Antônio Bezerra
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Policiais militares dominam o assaltante e tomam a faca que ele estava usando para intimidar as vítimas em plena Avenida Osório de Paiva
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O assaltante foi espancado até a morte por populares na calçada de uma residência
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Os delegados Camila Lobo, Jairo Pequeno e Pedro Viana mostram a arma que estava em poder de dois assaltantes presos no Jardim Iracema
Casos de tiroteios nas ruas se multiplicaram na Capital nas últimas 24 horas. Criminosos fugiram em motos
Uma sequência de atos violentos, como assaltos, tiroteios e agressões, marcou o dia de ontem na Grande Fortaleza. Armados, bandidos conseguiram implantar um clima de terror em praticamente todos os bairros da Capital cearense e sua região metropolitana. Somente no Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro), cerca de 15 pessoas deram entrada no setor de emergência apresentando ferimentos produzidos por armas de fogo.

Em um dos casos, de uma só vez, quatro pessoas foram baleadas, no começo da tarde, no Conjunto José Walter, e uma delas acabou morrendo. Já no bairro Monte Castelo, mais quatro pessoas foram atingidas a tiros quando se encontravam na praça principal daquela comunidade. Na mesma hora, mais dois homens foram feridos à bala no Polo de Lazer do Bairro Ellery.

Muitos tiros
A equipe da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), mesmo trabalhando com deficiência de rádios nas viaturas, deslocou diversas patrulhas para os locais onde havia a informação de tiroteios.

Um desses episódios ocorreu no bairro Quinino Cunha, onde dois bandidos foram baleados numa troca de tiros com policiais do Comando Tático Motorizado (Cotam), logo após terem assaltado uma farmácia, sendo identificados como Cristiano Costa Nascimento da Silva e Abimael Gonçalves Brandão. A dupla foi medicada no IJF-Centro e, logo depois, encaminhada ao 17ºDP (Vila Velha).

Em entrevista ao Diário do Nordeste, no fim da tarde de ontem, o chefe da equipe médica plantonista do IJF-Centro, Lázaro Jales, explicou o número de pacientes vítimas de agressões a bala atendidos ontem, surpreendeu. "Este número fugiu completamente a nossa rotina", acrescentando que, em dias comuns de meio de semana, como uma terça-feira, o normal é que o hospital registre uma média de cinco a seis casos, mas ontem, este número dobrou.

"Todos estamos assustados, pacientes, médicos e demais funcionários. Estamos apreensivos e assustados como o que está acontecendo em nossa cidade".

Baleado
Entre as pessoas que chegaram baleadas ao IJF-Centro na tarde passada estava um homem, identificado como Jean Vanderson Silva Almeida, 20. Transportado por uma viatura do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele apresentava um ferimento à bala na perna direita. Conforme os policiais, Jean foi perseguido por dois homens, uma motocicleta, e baleado.

O caso ocorreu no bairro Antônio Bezerra. Ainda conforme os agentes, o homem ferido também estava armado como uma pistola de calibre 380 e havia tentado roubar outra moto.

Um adolescente também ficou ferido, a tiro, no fim da tarde, ao reagir contra um assaltante no Município de Maracanaú.

Ainda na noite de segunda-feira, outras pessoas foram vítimas de tiros disparados a ermo, entre elas, uma mulher (baleada em um supermercado, no Montese) e uma criança, de quatro anos, atingida dentro de um condomínio, no bairro Alagadiço Novo.

Flagrante de uma prisão na avenida
Na Avenida General Osório de Paiva, na Parangaba, policiais do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) prenderam, em flagrante, dois homens que haviam acabado de assaltar populares. Os detidos estavam em bicicletas e, segundo os policiais, o objeto roubado foi um cordão. A ação dos PMs chamou atenção das pessoas no local, e o trânsito chegou a ficar congestionado. Uma faca foi apreendida com um dos criminosos.

De acordo com um cabo PM da Ciopaer, que não quis se identificar, a situação ficou crítica na manhã de ontem, com várias ocorrências por toda a cidade. Segundo ele, os maiores registros foram de roubos de motocicletas. Ao ser questionado sobre possíveis ´arrastões´ na cidade, o cabo disse não ter tido confirmação de nenhum. "Por enquanto é só boato", completou.

Na manhã de ontem, helicópteros da Ciopaer fazia o policiamento aéreo pelos arredores dos bairros Montese e Parangaba, no intuito de amenizar o clima de insegurança gerado em Fortaleza. Utilizando algumas viaturas do Ronda do Quarteirão, e com apoio de um helicóptero da Ciopaer, as equipes patrulhavam as áreas e verificavam denuncias de populares.

Nos bairros da zona leste da Capital, soldados da Força Nacional de Segurança (FNS) começaram a patrulhar as ruas já com os veículos cedidos, no dia anterior, pelo Governo do Estado. São carros de passeio, quatro portas, modelo Sandero, que pertencem à frota da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Às pressas, os veículos foram adesivados com letreiros brancos, com fundo preto. Mesmo assim, a pouca visibilidade que os veículos oficiais proporcionavam fizeram com que muitas pessoas sequer percebessem a presença da tropa federal nas ruas.

Reféns
Na noite de ontem, cinco bandidos invadiram uma residência, na Cidade dos Funcionários, mantiveram uma família como refém e, depois de roubar tudo na casa, fugiram em um Siena.

Homem é linchado após ter assaltado
Dois bandidos foram perseguidos por populares, na noite de ontem, depois de tentarem praticar assaltos na Rua Coronel Joaquim Leitão, no bairro Antônio Bezerra (zona oeste da Capital).

Conforme apurou a Polícia, o homem que acabou sendo assassinado, estava em companhia de outro bandido. Os dois invadiram um mercadinho, mas para praticar o roubo. Na fuga, foram perseguidos por diversas pessoas. Um deles caiu na calçada de uma residência e passou a ser espancado. Quando uma equipe de socorristas do Samu chegou ao local constatou que o desconhecido já estava morto.

O segundo assaltante também foi espancado pelos populares, mas ainda estava vivo no momento em que a ambulância do Samu chegou ao local, Ele foi levado para o ´Frotinha´ de Antônio Bezerra, onde permanece. Este foi o primeiro caso de linchamento em 2012. No ano passado, foram quatro casos na Grande Fortaleza.

Mais crimes
Na noite de segunda-feira, outros casos de assassinatos foram registrados em Fortaleza. Na Rua Estevão de Campos, na Barra do Ceará, um jovem, identificado como Tiago Silva de Albuquerque, foi executado como vários tiros de revólver.

No começo da manhã de ontem, por volta das 6h30, o corpo de Paulo Sérgio Gurgel Júnior, foi encontrado próximo a uma lagoa, na Avenida Jornalista Tomas Coelho, em Messejana. O corpo apresentava vários tiros.

Bandidos tinham até metralhadora
Em meio aos atos de violência na cidade sem Polícia, uma operação foi desencadeada por inspetores da Delegacia de Narcóticos (Denarc), e resultou na prisão de dois homens, acusados de assaltos; e de uma mulher, acusada de tráfico de drogas.

Os inspetores, comandados pelo delegado Pedro Viana Júnior, ainda apreenderam, no bairro Jardim Iracema, na Zona Oeste da Capital cearense, uma metralhadora de calibre nove milímetros, de fabricação argentina; um revólver calibre 38, um carregador nove milímetros, 13 munições de pistola ponto 40, 55 calibre 38, uma balança de precisão e 37 papelotes de cocaína, além de 80 reais em cédulas de pequeno valor.

A delegada adjunta da Denarc, Camila Lobo, informou que a metralhadora e as munições foram encontradas na residência de Francisco Alison da Silva Paiva, 23. Júlio César Alves Lira Filho, 19, tinha em seu poder o revólver, enquanto Mônica Araújo da Rocha, 45, foi flagrada com os papelotes de cocaína, com uma balança de precisão e o dinheiro trocado.

O diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegado Jairo Pequeno, informou que as investigações prosseguirão com objetivo de localizar o carro tomado de assalto e as outras armas, principalmente pistolas ponto 40, tendo em vista que 13 munições desse tipo de arma, de uso restrito das forças policiais, foi apreendida. A suspeita é de que os dois homens integrem uma quadrilha de ladrões de bancos. 
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste



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No Parque Santa Rosa, em Messejana, comércios baixaram as portas ainda cedo
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O último episódio de paralisação que envolveu a Polícia Militar do Ceará ocorreu em 29 de julho de 1997, durou três dias e acabou com seis feridos
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Cartazes anunciavam que lojas de importantes corredores comerciais da cidade, como a Av. Dom Luiz, estavam de portas cerradas no dia de ontem
Comércios à meia-porta, lojas fechadas, prejuízo, pessoas em pânico. Este foi o cenário de um dia que virou história
Cinco dias após iniciada a paralisação dos policiais militares, o caos se instalou, ontem, em Fortaleza. À medida em que ocorrências reais de violência foram se misturando aos boatos de supostos arrastões e agressões à bala feitas de maneira aleatória pela cidade, a população começou a se entrincheirar em suas casas, voltar do trabalho, das escolas públicas, enfim, a entrar em pânico.

O mal estar coletivo foi se desenhando no início da manhã, sendo potencializado no decorrer do dia, principalmente devido ao uso inadequado das redes sociais. Segundo a segundo, informações verídicas ou não entravam na rede dando conta de novas ocorrências de violência. O dia na cidade começou com tudo funcionando, mas, poucas horas depois, por conta do medo, tudo ficou vazio. Comércio fechado, serviços também prejudicados, funcionários das empresas privadas e servidores públicos indo mais cedo - assustados - para casa.

No centro da cidade, por volta das 9 h da manhã, o funcionamento estava normal, embora, com movimento mais fraco do que o habitual. Bastou um grito de arrastão, para provocar correria na Praça do Ferreira e esvaziar a área. O que se viu a seguir foi o desespero de comerciantes e clientes. Lojistas fecharam imediatamente suas portas.

A situação não foi diferente no entorno do Mercado Central. O mesmo boato de um arrastão nas proximidades fez com que populares buscassem refúgio dentro do mercado, que também fechou as portas.

A aposentada Nizita Vilar, 58, é da Paraíba, e está há três dias na cidade para compras. Segundo ela, estava dentro do Casarão dos Fabricantes quando viu a movimentação. "Fiquei muito assustada, sem saber o que fazer. Essa situação está muito complicada", lamenta.

Turistas ficaram sitiados no Centro de Turismo do Ceará (Emcetur), na rua Senador Pompeu. Segundo o administrador do prédio, Laéti Fernandes, o fechamento foi por apenas 15 minutos, por medida de precaução. " Fechamos por segurança, para avaliar a situação", explica. No final da manhã, o Exército já ocupava as ruas do centro, deixando o clima mais tranquilo. Para o comerciante Gledson de Souza, 45, a tropa deveria estar no local desde o início da manhã, garantindo a segurança de lojistas e da população. "O governador tem que resolver essa situação o mais rápido possível", afirma.

O clima de pânico se estendeu para a Avenida Monsenhor Tabosa, na Praia de Iracema, onde segundo os lojistas e comerciários, a orientação veio da própria Força Nacional de Segurança que teria avisado sobre o risco de arrastões vindos do Centro.

Logo cedo a avenida estava repleta de turistas, mas com a notícia de arrastões a grande maioria foi embora. Às 11h, poucas pessoas permaneciam. Situação que se estendeu pela tarde. A vendedora Renata Oliveira, 20, grávida de sete meses, só pensava em como iria fazer para chegar em casa, pois a notícia era de que os ônibus estavam parados.

Aldeota
Já na Avenida Dom Luís, a preocupação não era com transporte público, mas com a segurança mesmo. No restaurante Dallas, o proprietário, Luís Carlos Hickmann, disse que abriria para o almoço, mas não sabia se iria funcionar no jantar.

Por precaução, reforçou a segurança. Na mesma avenida, num edifício de consultórios médicos, os acessos pela Rua Pereira Valente e Avenida Dom Luís foram bloqueados. As medidas foram de caráter preventivo, pois nenhuma tentativa de assalto tinha sido registrada no local.

Preocupação
A preocupação das pessoas com a segurança estava em toda as regiões da cidade. A universitária Daniele Silva, 24, por exemplo, estava indo para sua consulta médica, no distrito de Maracanaú, quando recebeu a ligação de familiares informando sobre os ´arrastões´.

Ela parou o carro em um supermercado, que já estava fechando as portas. E então decidiu não seguir caminho. "Voltei pra casa, tranquei portas, janelas, e estou presa".

Em um cursinho na Avenida Dedé Brasil, a administradora Camila Cavalcante, 30, assistia aula preparatória para concurso, quando recebeu a informação da direção de que os alunos deveriam ir para casa. " Disseram que estava tendo arrastões na Parangaba e Maraponga".

Tempo
6 dias já dura a paralisação dos policiais e bombeiros militares do Estado do Ceará. As duas categorias lutam por melhores salários e outros benefícios

Estabelecimentos amargam um dia sem segurança e sem consumidores
Uma terça-feira de prejuízos para o comércio de Fortaleza. Sem movimento de consumidores motivado pelo clima de insegurança instalado na cidade, a maioria dos empresários optou por manter as portas fechadas ou cerrá-las ainda no expediente da manhã.

O presidente da Associação dos Lojistas da Avenida Monsenhor Tabosa (Almont), Antônio Gonçalves, estima que os estabelecimentos do local amargaram uma redução de até 70% no faturamento.

"Por volta de 14h só tínhamos 30% das lojas funcionando. Essa é uma situação vexatória e inoportuna. Esperamos que volte a normalidade o quanto antes. Com muitos turistas na cidade não podíamos perder tanta venda", comentou ele, informando que hoje, a expectativa é que os lojistas da Avenida abram as portas com um efetivo de seguranças particulares.

Para promover a segurança dos clientes, as grandes lojas e supermercados da cidade também reforçaram a segurança terceirizada. "Quem tem essa possibilidade financeira de contratar segurança, está fazendo. Outras lojas de menor porte, estão preferindo nem abrir", explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, contudo, sem saber mensurar uma cifra aproximada referente às perdas de caixa do dia de ontem.

"Nossa preocupação maior é que o Governo do Estado e o comando de greve cheguem a um acordo e que se restabeleça a ordem e o funcionamento normal da cidade o quanto antes. Quanto ao comércio, não tenho dúvidas de que esse dia de prejuízo irá impactar no desempenho de janeiro", afirmou o presidente da Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), Luiz Gastão.

Hotéis da orla criam barreira de proteção
Percorrendo a Avenida Beira-Mar, na tarde de ontem, era possível perceber que vários hotéis da orla optaram por fixar tapumes em suas calçadas, no sentido de gerar proteção aos hóspedes e ao patrimônio contra possíveis vandalismos.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih/CE), Régis Medeiros, o atual momento é bastante preocupante, uma vez que os visitantes que se encontram na Capital acabam sendo contagiados pela sensação de insegurança. "O clima que se formou e a repercussão no noticiário nacional geralmente atrapalham. Acredito que ainda é muito prematuro para dizer que os turistas estão deixando a cidade, mas eles estão se incomodando com o comércio e os restaurantes fechados", ressaltou Medeiros.

O empresário observa que, caso a atual situação se prorrogue por mais tempo, pode ser que outras pessoas que desejam vir desfrutar férias por aqui desistam. "A coisa tomou um corpo muito mais acentuado do que imaginávamos. Era terça-feira, mas parecia domingo. As ruas estavam desertas", comentou.

Prejuízo incalculável
Barracas da Praia do Futuro e restaurantes situados na Avenida Beira-Mar e Praia de Iracema e que são tidos como turísticos também suspenderam suas atividades. "Esperamos por uma solução o mais rápido possível. Além da imagem do Estado ter ficado manchada, foi muito dinheiro envolvido na promoção turística e a gente fica sem poder abrir as portas. É um prejuízo incalculável", cobrou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel/CE), Augusto Mesquita.

O empresário destaca ainda que, por conta da demanda momentânea maior, está difícil até conseguir seguranças particulares no mercado local. 

Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste




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Os excessos do fim do ano têm de ser compensados com muito suor
Na volta das férias, atletas são lembrados de que é preciso mais que perder peso para ficar em forma
É algo inevitável. Todo ano, na volta das férias, os excessos do Natal e do Revéillon - merecidos, diga-se - cometidos pelos jogadores de futebol ficam evidentes e eles têm de suar em dobro para retomar o ritmo perdido. Já na reapresentação do elenco do Ceará, na última segunda-feira, 2, era visível a diferença na forma física entre alguns jogadores. Uns, de fato, aparentam estar bem acima do peso e há aqueles que mantiveram a silhueta inalterada. Mas isso é apenas no visual.

O volante Heleno, por exemplo, que retomou as atividades nesta terça-feira em Porangabuçu, apesar da aparência delgada, revela estar fragilizado pela parada do fim do ano. "Eu volto fraco", diz. Ele lembra que o fato de estar magro nada tem a ver com a boa forma física para atuar em um campo de futebol. "Sou um cara que emagreço muito, perco peso quando fico parado e voltei muito abaixo (do peso ideal). Estou bem na parte de gordura, mas estou muito fraco, sem força", admite Heleno, que nas férias se dedica às peladas com os amigos e especialmente a um hobby: a pescaria.

O meia-atacante Felipe Azevedo também retornou aos trabalhos ontem e, como Heleno, se diz exaurido. "Só no Brasileiro joguei 30 vezes e fiquei praticamente um mês parado agora", afirma o jogador.

O preparador físico Djalma Neto lembra que o trabalho ainda está apenas na fase de avaliação. "Só na semana que vem vamos poder saber como está cada um dos atletas, para aí sim trabalharmos especificamente com cada um". Ele prevê que somente pelo metade do Campeonato Cearense o grupo vai estar homogeneizado em termos físicos.

SAIBA MAIS

Geraldo
De acordo com o presidente Robinson de Castro, o meia, que tem contrato até dezembro de 2012 com o Vitória, fez uma proposta considerada fora da realidade atual do Ceará e está praticamente descartado. O dirigente lembra que a diretoria deve dar prioridade aos esforços para trazer o atacante Mota, que, segundo ele, está acertado verbalmente com o clube

MichelRobinson afirma que o volante possui duas propostas de outros clubes. Apenas se não houver acordo com um deles é que o jogador deverá conversar sobre sua permanência. "Não posso segurá-lo aqui se a proposta for boa para ele e a contrapartida também for satisfatória para nós", declarou

Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste



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Os novos contratados do Fortaleza, da esquerda para a direita, Thiago Potiguar, Hugo, Lucas e Rômulo, foram apresentados ontem à tarde na sala de imprensa do Fortaleza, como os primeiros reforços apresentados para 2012
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O treinador Nedo Xavier orienta os jogadores do Fortaleza em treino com bola no Pici, antes da viagem
O Tricolor inicia o ano de 2012 apresentando várias contratações para a sua torcida, na fase de pré-temporada
O Fortaleza apresentou, de uma vez só, quatro contratações na tarde de ontem. Foram elas os atacantes Thiago Potiguar e Rômulo, o volante Lucas e o lateral-direito Hugo. Este último chegou de surpresa na sala de imprensa, quando os repórteres se preparavam para entrevistar apenas os outros três.

A discrição da diretoria tem marcado o anúncio das mais recentes contratações, como se os dirigentes não quisessem fazer nenhum estardalhaço antes dos contratados mostrarem serviço.

Doze
Se o goleiro Lopes, que atuou no clube na Série C do ano passado for considerado um reforço, já são 12 as novas aquisições do Leão para as disputas de 2012.

O volante Lucas, cujo nome completo é Lucas Rodrigues Martins, tem 27 anos, é natural de Guarantã/SP. Tem 1,76m de altura e passou pelos seguintes clubes: Tupi/MG, Ipatinga/MG, São Caetano/SP, São Bernardo/SP e Guarani/SP. "Meu estilo é de marcação forte, para permitir a criação dos homens de meio-campo. Sinto-me feliz em vir defender o Fortaleza neste ano", disse o jogador, que foi o primeiro a dar entrevista.

O atacante Thiago Potiguar (Thiago Jéfferson da Silva), de 26 anos, é natural de Currais Novos/RN, mas fez história como ídolo da torcida do Paysandu/PA. "Eu gostei da estrutura do Fortaleza e fiquei satisfeito em vir defender um outro time de massa. Sou um jogador de drible fácil, que leva para cima do marcador, sem medo de cara feia", disse o atleta, que está retornando de uma passagem no futebol chinês. "Foi muito difícil a minha passagem pela China e a adaptação ao futebol deles é muito complicada", justificou-se.

Quando todos esperavam entrevistara apenas três jogadores, surgiu o lateral-direito Hugo, de 23 anos, natural de Cambé/PR. A velocidade no apoio é a principal característica de Hugo Leonardo de Marchi, que estava no futebol espanhol, como a mais recente passagem no futebol. Ele já passou pelo Moto Clube/MA, América/MG, Londrinense, Potiguar de Currais Novos/RN e agora o futebol espanhol.

Goleador
Além de depositar muita esperança em todos os contratados, a torcida do Fortaleza espera muito do atacante Rômulo, por ter fama de goleador em todos os clubes por onde passou. Rômulo Marques Antonelli, hoje com 29 anos, já rodou muito no futebol brasileiro e sempre com boas atuações em grandes clubes. Equipes como Botafogo/RJ, Goiás/GO, Ituano/SP, Grêmio/RS, Cruzeiro/MG, Brasiliense/DF, afora passagens pela Bélgica, Alemanha, França, México, Jerusalém, que fazem parte do seu currículo. "Por uma razão ou outra a gente sempre esteve mudando de time. Muitas vezes por amizade, enfim, são as voltas que o mundo dá", disse ele, que teve uma lesão em 2008, mas disse estar recuperado.

Novidades
O diretor de futebol, Jorge Mota, ainda confirmou a contratação de mais um lateral-direito, no caso, Rafinha, de 29 anos, que estava no Comercial de Ribeirão Preto/SP. O zagueiro contratado é Ciro Sena, que ainda aguarda liberação do Macaé/RJ. O Leão negocia com Erick Flores, vindo do Duque de Caxias.

Grupo vai a Beberibe hoje para seguir pré-temporada
A partir das 11 horas de hoje, o elenco do Fortaleza seguirá para o município de Beberibe, onde dá continuidade aos trabalhos de pré-temporada. Naquela cidade praiana, o grupo ficará concentrado de hoje até o dia 16, quando viajará para o Crato, adversário de estreia no Campeonato Cearense, dia 19 de janeiro.

O técnico Nedo Xavier deve cortar quarto jogadores que atualmente estão no elenco, pois o seu pensamento é levar apenas 26 atletas. Existem alguns ainda em situação pendente, que poderão ficar de fora. O primeiro deles é o atacante Canga, artilheiro do Sub-20 tricolor, mas que parece não ter agradado muito ao treinador. O segundo jogador que poderá não viajar é Fabiano, de 23 anos, que veio para um período de avaliação. Há uma grande pendência com relação ao volante Régis. Seu contrato ficará encerrado no mês de fevereiro e o diretor de futebol, Jorge Mota, só gostaria de levar o jogador caso ele renove seu contrato. "Eu conversei com o empresário do Régis, que é o mesmo do lateral Guto, o Zé Antonio. Ele me disse que, dependendo dele, os dois atletas permaneceriam no Fortaleza, mas vamos ainda resolver isso de uma vez por todas", disse Jorge Mota, na entrevista coletiva. O quarto jogador a ser cortado poderá ser o zagueiro Paulo Júnior, também do time Sub-20. Mas, ninguém no Fortaleza quis confirmar esses cortes no elenco.

Jorge Mota também esclareceu que o Tricolor do Pici não tem mais interesse em prosseguir as negociações com o zagueiro Ronaldo Angelim, que encerrou contrato com o Flamengo. O atleta seria o grande garoto de propaganda para o programa de sócio-torcedor do clube, entretanto, as negociações não evoluíram. "Eu nunca vi no Ronaldo Angelim uma vontade de jogar outra vez no Fortaleza. Por último, ele informou que preferia aguardar algumas situações, então não tem mais conversa de Ronaldo Angelim aqui no clube", disparou Jorge Mota.

Fechando
Com as chegadas do zagueiro Ciro Sena e do lateral-direito Rafinha, que devem ocorrer hoje, antes do embarque a Beberibe, o Fortaleza estará fechando o elenco, para o início do Estadual, segundo informou o diretor de futebol. "A não ser que alguma coisa não dê certo e tenhamos que buscar mais alguém", disse.

Elenco
26 jogadores do Fortaleza seguirão para a pré-temporada em Beberibe, a partir das 11 horas de hoje, em preparativos para o Campeonato Cearense de 2012.

Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste